terça-feira, 17 de maio de 2011

O homossexualismo na visão dos Padres, Santos e Doutores da Igreja


11 maio 2011 Autor: admin | Postado em: Doutrina Católica

APOSTOLADO SPIRITUS PARACLITUS

Os Padres, Santos e Doutores da Igreja sempre condenaram a homossexualidade nas suas obras.

São Justino, Mártir (100-165)

São Justino, mártir e apologista cristão, nasceu em Flavia Neapolis e converteu-se ao cristianismo por volta do ano130. Ensinou e defendeu a religião cristã na Ásia Menor e em Roma, onde sofreu o martírio.

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Na sua Primeira Apologia, dirigida ao imperador Tito, São Justino explica os mistérios cristãos e da racionalidade da doutrina católica. Ele também aponta o absurdo paganismo e a imoralidade dos gregos e romanos:

“Porque vemos que quase todos que são expostos (não só as raparigas, mas também os homens) são trazidos para a prostituição. E como os antigos dizem ter criado rebanhos de cavalos bois ou cabras ou ovelhas, ou de pasto, agora nós vemo-los criar filhos apenas para essa vergonhosa utilização e para esse tipo de poluição. Uma multidão de fêmeas e hermafroditas, e aqueles que cometem iniquidades abomináveis são encontrados em todas as nações. E quem recebe aluguel destes, os direitos e impostos a partir deles, deve ser eliminado do seu reino.

E alguém que use essas pessoas, além dos ateus que mantêm relações infames e impuras, pode eventualmente ter relações sexuais com seu próprio filho, ou parente, ou irmão. E há alguns que até mesmo prostituem os seus próprios filhos e esposas, e alguns são abertamente mutilados com a finalidade de sodomia”.

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Santo Ireneu de Lião (130-202)

Santo Irineu nasceu em Esmirna, na Ásia Menor, onde ele conheceu o bispo São Policarpo, discípulo do Apóstolo São João. Saindo da Ásia Menor para Roma, Santo Irineu juntou-se à Escola de S. Justino Mártir antes de se tornar Bispo de Lyon no sul da Gália. Os escritos mais conhecidos de Santo Irineu são “Contra as Heresias” e “Prova da Pregação Apostólica”, em que ele refutou gnosticismo.

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Santo Irineu reitera a condenação do homossexualismo pela Igreja:

“Além dessa blasfémia contra Deus, ele [Marcion], falando com a boca do diabo, disse em directa oposição com a Verdade, que ele e aqueles que são como ele, os sodomitas, os egípcios, todas as nações que praticaram todos os tipos de abominação, foram salvos pelo Senhor.”

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Atenágoras de Atenas (2 º século)

Atenágoras de Atenas foi um filósofo que se converteu ao cristianismo no segundo século. Atenágoras escreveu o seu fundamento para os cristãos ao imperador Marco Aurélio em torno de 177. Ele defendeu os cristãos, a quem os pagãos tinham acusado de imoralidade. Em seguida, ele mostra que os pagãos, que eram totalmente imorais, nem sequer se abstém dos pecados contra a natureza.

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“Para aqueles que criaram um mercado para fornicação e estabeleceram recursos para a infâmia e todo o tipo de vil prazer, que não se conseguem abster até mesmo de homens, homens com homens cometendo abominações chocantes, insultando todos os mais nobres princípios e insultando de modo desonroso toda a obra justa de Deus.”

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São Jerónimo (340-420)

São Jerónimo é Padre e Doutor da Igreja.

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Ele também foi um exegeta notável e grande polemista. No seu livro “Contra Jovinianus”, ele explica como um sodomita necessita de arrependimento e penitência para ser salvos:

“E Sodoma e Gomorra poderiam ter apaziguado a ira de Deus, se estivessem dispostas a se arrependerem, com a ajuda de jejum para ganhar as lágrimas do seu arrependimento.”

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São João Crisóstomo (347-407)

São João Crisóstomo é considerado o maior dos Padres gregos e foi proclamado Doutor da Igreja. A ele foi-lhe dado o título de “Crisóstomo” (“boca de ouro”), por causa de sua grande capacidade de oratória e sermões. Ele foi arcebispo e Patriarca de Constantinopla, e a sua revisão do grego na liturgia é usado até hoje.

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Nos seus sermões sobre São Paulo na Epístola aos Romanos, ele mora na extrema gravidade do pecado do homossexualismo:

“Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em como é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contrária à natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”

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Santo Agostinho (354-430)

O maior dos Padres do Ocidente e um dos grandes Doutores da Igreja, estabeleceu as bases da teologia católica. Nas suas “Confissões”, assim ele condena, com a Igreja, a prática da homossexualidade.

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“As infracções contrárias à natureza são em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violada, quando a natureza, da qual Ele é o autor, é poluída pela perversidade da luxúria.”

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São Gregório Magno (540-604)

Papa São Gregório I é chamado de “o Grande”. Ele é Padre e Doutor da Igreja. Introduziu o canto gregoriano na Igreja.

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“A Sagrada Escritura confirma que o enxofre evoca o cheiro da carne, assim como fala da chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma derramado pelo Senhor. Ele tinha decidido punir Sodoma por causa dos crimes da carne, e com o tipo de punição Ele enfatizou a vergonha do crime, pois quis que fedesse a enxofre, fogo e carne queimada. Foi exactamente por isso que os sodomitas, queimando com desejos perversos decorrentes da carne como fedor, devem perecer pelo fogo e enxofre para que através deste justo castigo percebam o mal que tinham cometido, comandados por um perverso desejo.

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Santa Catarina de Sena (1347-1380)

Santa Catarina, uma grande mística e Doutora da Igreja viveu em tempos difíceis. O Papado estava no exílio em Avignon, na França. Ela foi fundamental para trazer de volta os Papas para Roma. Os seus “Diálogos com Deus” são escritos famosos.

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“Esses desgraçados não só são frágeis na sua natureza, mas pior, cometendo o pecado maldito contra a natureza e, como cegos e tolos, com a luz do seu intelecto escurecida, eles não sabem o mau cheiro da miséria em que se encontram. Não só este pecado cheira mal diante de Mim, que sou o Supremo e Eterna Verdade, mas realmente desagrada-me muito. Não só a Mim, mas aos próprios demónios. Não é que o mal lhes desagrada, porque eles não gostam de nada que seja bom, mas porque a sua natureza foi originalmente angelical, e sua natureza angelical faz com que eles se afastem quando este grande pecado é cometido.”

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São Bernardino de Siena (1380-1444)

São Bernardino de Siena era um pregador famoso, conhecido pela sua doutrina e santidade.

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Quanto à homossexualidade, afirma:

“Nenhum pecado no mundo amarra a alma como a maldita sodomia, o pecado que sempre foi detestado por todos aqueles que vivem segundo Deus. Uma paixão desordenada, próxima da loucura, que perturba o vice intelecto, destrói elevação e generosidade da alma, faz do preguiçoso uma pessoa irascível, teimoso e obstinado, servil e macio e incapaz de qualquer coisa. Além disso, agitada por um desejo insaciável por prazer, a pessoa sodomita não segue a razão, mas o instinto. Eles tornam-se cegos e, quando os seus pensamentos devem subir para coisas altas e grandes, eles são frívolos e reduzidos para as coisas vis, inúteis e podres, que nunca poderiam fazê-los felizes. Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também no Inferno alguns sofrem mais que outros. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outras, porque este é o maior pecado.”

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São Pedro Canísio (1521-1597)

São Pedro Canísio, jesuíta e doutor da Igreja, é responsável por ajudar um terço da Alemanha abandonar o Luteranismo e retornar para a Igreja Católica.

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“Como diz a Sagrada Escritura, os sodomitas sempre foram extremamente perversos e pecaminosos. São Pedro e São Paulo condenaram sempre o pecado nefando e depravado. Na verdade, a Escritura denuncia essa indecência enorme (…) Aqueles que deviam ter vergonha de violar a lei divina e a lei natural são escravos da mais perversa depravação.”

Fonte: Livro DEFENDING A HIGHER LAW-Why We Must Resist Same-Sex “Marriage”and the Homosexual Movement

Lei que reconhece a "união estável" entre casais homossexuais viola a constituição, afirma Pe. Lodi


Em um artigo publicado este 10 Maio, o Pe. Luiz Carlos Lodi, Presidente do Pró-Vida de Anápolis, deplora o fato que, violando a Constituição, o Supremo Tribunal Federal reconheceu como “união estável” aquela entre pessoas do mesmo sexo e advertiu contra a tergiversação dos textos legais por parte dos ministros do STF que poderia levar a mais agressões à vida e à família e à aprovação legal de aberrações como a pedofilia ou zoofilia.

“Num futuro próximo, não só a pedofilia, mas também a bestialidade (prática sexual com animais) poderia ser admitida com base no mesmo argumento que admitiu a "família" fundada no homossexualismo”, alertou o Pe. Lodi.

O sacerdote recordou que a Constituição Federal de 1988 reconheceu como entidade familiar a "união estável" entre o homem e a mulher e citou o Artigo 226, § 3º do documento que diz: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”

«Conforme reconhece o ministro Ricardo Lewandowski, "nas discussões travadas na Assembleia Constituinte a questão do gênero na união estável foi amplamente debatida, quando se votou o dispositivo em tela, concluindo-se, de modo insofismável, que a união estável abrange, única e exclusivamente, pessoas de sexo distinto"», afirmou o sacerdote pró-vida citando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

“Logo, sem violar a Constituição, jamais uma lei poderia reconhecer a "união estável" entre dois homens ou entre duas mulheres.De fato, o Código Civil, repetindo quase literalmente o texto constitucional, reconhece a "união estável" somente entre o homem e a mulher”.

O Pe. Lodi continua seu texto citando o Artigo 1.723 do Código: “É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”.

“A não ser que se reformasse a Constituição, os militantes homossexualistas jamais poderiam pretender o reconhecimento da união estável entre dois homossexuais ou entre duas lésbicas. Isso é o que diz a lógica e o bom senso. No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, ferindo regras elementares da coerência lógica, reconheceu por unanimidade (!) a "união estável" entre duplas homossexuais”, lamentou o padre.

“Uma das consequências imediatas do reconhecimento da "união estável" entre pessoas do mesmo sexo é que tal união poderá ser convertida em casamento, conforme o artigo 1726 do Código Civil: "A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil". De um só golpe, portanto, o Supremo Tribunal Federal reconhece a "união estável" e o "casamento" de homossexuais!”, advertiu.

“Para se avaliar quão disparatada é essa decisão, observe-se que, embora a "união estável" e o casamento sempre ocorram entre um homem e uma mulher, não ocorrem entre qualquer homem e qualquer mulher. Não pode haver casamento, por exemplo, entre irmão e irmã, entre pai e filha ou entre genro e sogra. Esses impedimentos baseados na consanguinidade e na afinidade (art. 1521, CC) aplicam-se também à "união estável" (art. 1723, § 1º, CC). A diversidade dos sexos é necessária, mas não basta. Não se reconhece "união estável" entre um homem e uma mulher "impedidos de casar" (art. 1727)”, asseverou o sacerdote líder do movimento pró-vida goiano.

“Será que os Ministros do STF considerariam inconstitucionais estas proibições do casamento de parentes próximos? Em outras palavras: é "preconceituosa" e "discriminatória" a lei que proíbe as uniões incestuosas? Parece que a resposta seria afirmativa. Pois embora o incesto seja uma perversão sexual, ele ainda está abaixo do homossexualismo, que foi admitido pela Suprema Corte como meio de constituição de uma "família"”, afirmou.

O outro perigo para o qual alertou o Pe. Lodi foi a pedofilia: “E quanto à pedofilia? Seria sua proibição um simples "preconceito de idade"? Esse é o argumento da associação NAMBLA de pedófilos dos Estados Unidos[4], que usa a palavra "ageism" ("idadismo" ou etarismo) para criticar a proibição de praticar atos homossexuais com crianças”.

“Andemos adiante. Quando a Constituição fala que "todos são iguais perante a lei" (art. 5º) não diz explicitamente que este "todos" se refere apenas aos seres humanos. Estariam os animais aí incluídos? Seria, portanto, inconstitucional a proibição de uma "união estável" ou de um "casamento" entre uma pessoa e um animal?”, questionou o Pe. Lodi.

O Pe. Lodi quis destacar o absurdo da decisão do STF da seguinte maneira: “Imagine-se que dois amigos compartilhem a mesma habitação a fim de fazerem um curso universitário. Enquanto eles viverem castamente, não terão qualquer direito especial. Se, porém, decidirem praticar entre si o vício contra a natureza de maneira "contínua, pública e duradoura", constituirão, se quiserem, uma "família", com todos os direitos a ela anexos. A decisão do STF constitui um privilégio para o vício em detrimento dos que vivem a castidade”.

“Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça. A vergonhosa decisão demonstrou que a clareza das palavras da Constituição não impede que os Ministros imponham a sua vontade, quando conflitante com o texto constitucional”, lamentou uma vez mais o sacerdote.

O padre Lodi destacou a iniciativa da Frente Parlamentar em Defesa da Vida - contra o Aborto – que pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescente as palavras "desde a concepção" no artigo 5º, caput, que trata da inviolabilidade do direito à vida. O sacerdote afirma que essa emenda, se aprovada, sepultaria toda pretensão abortista no país, se for possível contar com a seriedade da Suprema Corte.

“Essa seriedade, porém, foi perdida com a admissão das "uniões" homossexuais. É de se temer que, mesmo diante da expressão "desde a concepção", alguns Ministros do STF inventem uma peculiar "interpretação" do texto que não exclua o direito ao aborto”, advertiu.

Segundo o Pe. Lodi, a monstruosidade lógica do julgamento da ADPF 132 / ADI 4277 “ultrapassa tudo o que se conhece de absurdo em alguma Corte Constitucional”.

“Esse golpe foi dado com base no direito da mulher à privacidade e na negação da personalidade do nascituro. No entanto, a decisão não foi unânime. Dos nove juízes, houve dois que se insurgiram contra ela. No Brasil, porém, para nosso espanto e vergonha, não houve dissidência. Todos os membros do STF admitiram enxergar uma inconstitucionalidade que não existe no artigo 1723 do Código Civil”.

“Isso faz lembrar o conto "A roupa nova do imperador", cujos tecelões afirmavam que só não era vista pelos tolos. Enquanto o monarca desfilava com camiseta e calça curta, todos - com exceção de uma criança - se diziam admirados com a beleza da inexistente roupa. Desta vez, os Ministros, temerosos de serem considerados não tolos, mas "preconceituosos", "retrógrados" e "homofóbicos" acabaram todos por enxergar uma inconstitucionalidade inexistente. Espera-se o grito de alguma criança para acabar com a comédia”, conclui o Pe. Lodi em seu artigo.

Para ler o artigo completo do Pe. Luiz Carlos Lodi, visite o site do Pró-vida de Anápolis:
http://www.providaanapolis.org.br/index1.htm

quinta-feira, 12 de maio de 2011

JESUS MISERICÓRDIA - A LOUCURA GAY - CHOCANTE

@ Pedofilia e Pedofobia (Parte 1): A próxima “luta” do Movimento Gay.

ARTIGO DE [06/05/2011] - COMPILADO NA ÍNTEGRA SEM EDIÇÃO

“Muitos relacionamentos homossexuais se dão de modo melhor quando há grande diferença de idade, e isso não traumatiza ninguém.” (Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ)

No artigo que escrevemos semana passada “Sergipe na rota da Homofobia (?) e da Pedofilia (?): A farsa da propaganda homofóbica e o risco da apologia pedófila.”, mostramos um desazado texto – “Meu Moleque Ideal” – no qual, segundo os vários autores que citamos, encontra-se uma clara apologia à pedofilia, feita pelo seu autor, o Sr. Luiz Mott, antropólogo, professor da UFBA e principal intelectual do movimento gay no Brasil. Para o Prof. Luiz Mott: “enquanto continuar em 18 anos a idade da maioridade sexual em nosso país, o jeito é obedecer a lei (…).
Mas nada impede-nos de lutar pela redução da idade do consentimento sexual” (“Crônicas de um gay assumido”, RJ, Editora Record, 2003). E é justamente sobre essa redução da idade do consentimento sexual – em outras palavras, liberação e institucionalização da pedofilia – que queremos falar, porque tal tema, além de ser de extrema gravidade e periculosidade para as nossas crianças e adolescentes, trata-se da próxima “luta” ou fronteira a ser conquistada pelo Movimento Gay no Brasil. Isto mesmo: sobre o fundamento da chamada Teoria Queer e do temário “Diversidade Sexual”, o movimento gay no Brasil agora lutará para a liberação e institucionalização da pedofilia como prática sexual possível entre adultos e infanto-juvenis. Porque, como disse o insipiente constitucionalista Luiz Roberto Barroso no julgamento do STF sobre a união gay, “qualquer maneira de ‘amar’ vale a pena”.

Eu, como disse o jurista Cícero na virada da Era Cristã (63 a.C.), dada a perversão dos costumes em Roma, in “Catilinarian Orations”, diria: O Tempora, O Mores! (Que tempos, que costumes!).


Em “Um olhar Crítico sobre o Ativismo Pedófilo”, artigo da advogada e Profª Suheyla Verhoeven, afirma-se, in verbis, que: “apesar de as organizações pedófilas repudiarem a idéia de violência para a obtenção do prazer carnal com uma criança, pregam ser natural o envolvimento sexual de pessoas, independentemente de suas idades, desde que haja o mútuo consentimento”, como se uma criança menor impúbere de, por exemplo, 5 anos, pudesse ter discernimento distintivo entre um carinho fraterno e uma maliciosa carícia para que, assim, pudesse, sexualmente, consentir. Mas isso, realmente, é o que pretende o movimento gay, justificando tal infame comportamento através de teorias abjetas e fruto da perversão mental e, muitas vezes, sexual, dos seus autores.

E não são poucos os acadêmicos no meio universitário que defendem, abertamente, esta bandeira, fazendo uma inescrupulosa distinção entre o comportamento pedófilo e o comportamento pedófobo, sendo aquele permissivo e louvável e este último condenável e criminoso. Para tal distinção, eles recorrem à origem etimológica das palavras, porque, filologicamente, no grego clássico, “filia” significa, lato sensu, amor e “fobia”, medo ou aversão. Étimo e filologicamente a distinção está correta, mas, semântica e correspondentemente à realidade dos fatos, trata-se, tal comportamento aliciatório de adultos para com os infanto-juvenis (pedofilia ou pedofobia, como queiram), de um “crime” hediondo, como de fato ainda estabelece o nosso sistema penal.


Instituições como a NAMBLA (The North American Man/Boy Love Association – http://www.nambla.org), RENE GUYON SOCIETY dos EUA; MARTIJN (http://www.martijn.org/) e JON (http://www.jorisoost.nl/) da Holanda; AMBLA (Austalian Man Boy Love association) da Austrália; G-PAEDO, Fach und Selbsthilfegruppe Paedophilie e Verein Fuer Sexuelle Gleichberechtigung (VSG) da Alemanha; COALITION PÉDOPHILE QUEBECOIS do Canadá; DANISH PAEDOPHILE ASSOCIATION (DPA) da Dinamarca; entre tantas outras, financiam e promovem a pedofilia abertamente como prática sexual aceitável (http://www.ipce.info/newsletters/nl_e_2.html).

Aqui no Brasil, o movimento de legalização da pedofilia é uma das bandeiras – embora ainda latente e sem consenso entre eles – do movimento GLBT, como se vê em correspondência por email de abril de 2004, aberta e divulgada pelo CMI (http://migre.me/4s7Zg), entre a Profª Dra. Regina Facchini da UNICAMP (intelectual feminista) e o próprio Profº Luiz Mott. In verbis, diz o diálogo, que teve como ponto de partida um caso de abuso de infanto-juvenis de 8 a 14 anos no Maranhão: “(…) independente de usar um termo mais amplo ou mais circunscrito, dificilmente um pedófilo viria a público reivindicar seus direitos ou que o movimento por diversidade sexual o defendesse, simplesmente pq é bastante forte a idéia de que a pedofilia é algo abominável na nossa sociedade.(…) Talvez a atuação por esse caminho nas universidades, que são locais de formação de formadores de opinião, melhore as condições para a luta jurídica/legal num futuro próximo”.

Como se observa, o debate acadêmico está acontecendo e muitos intelectuais, a serviço das bandeiras do feminismo e do gayzismo, começam a introduzir no meio cultural – onde a guerra sempre é vencida por eles (veja o caso das novelas globais com o conteúdo apologético do homossexualismo) – o discurso da plena liberação sexual (com o nome “bonito” de Diversidade Sexual), onde se encaixaria, perfeitamente, o discurso e a prática da pedofilia. Neste sentido, o Prof. Dr. Paulo Ghiraldelli, da UFRRJ, um adepto da teoria queer (autor da epígrafe deste artigo), defende abertamente a pedofilia.

Diz ele: “A nossa história registra casos em que relações sexuais, até mesmo com certa violência, não deixaram marcas físicas e psicológicas em nenhuma das pessoas que estiveram envolvidas com isso na infância (…). A nossa história tem nos ensinado, também, que não são poucas as crianças que fantasiam experiências com adultos e que, uma vez perguntadas se foram “abusadas” sexualmente, dizem sim — com orgulho, de acordo com a expectativa dos que perguntam”.

E mais: “às vezes é mais fácil uma criança levar na brincadeira – e não ficar traumatizada – um jogo sexual proposto por um adulto do que vermos tal jogo ser aceito entre dois adultos que estão marcados por outros traumas. Os olhos dos adultos é que ficam marcados, e não por terem sido atacados, quando crianças, por supostos pedófilos”. E continua o Professor: “Isso precisa ser levado em conta para analisar cada caso, e ver a diferença entre alguém que precisa de um tratamento por ser pedófilo e alguém que está propondo práticas — que no limite não serão malévolas — que são as possíveis de serem propostas segundo uma série de fatores culturais” (“Amor e sexo entre pequenos e grandes”, Paulo Ghiraldelli, 24/08/2007, in: http://migre.me/4s8JR).


Assim, queridos leitores, esta é mais uma das propostas absurdas e abjetas do movimento gay, o mesmo que agora comemora nas ruas a promiscuidade institucionalizada via STF que não respeitou o que o povo brasileiro decidiu na CF de 1988.

No artigo da semana que vem, mostraremos como, historicamente, foram construídos os conceitos “desconstrutores” da moral judaico-cristã chamados de livre “Orientação Sexual”, “Expressão Sexual ”, “Diversidade Sexual”, culminando numa “Liberação Sexual” total, como pretende os teóricos queer e o movimento gay.

Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 06 de maio de 2011.
COMPILAÇÃO FIEL: MIGUEL COM SEUS ANJOS

Eletricista desempregado rejeita oferta de trabalho em clínica de abortos por convicção pró-vida

(esquerda à direita) August, Tim, Nicole e Adeline Roach.

O jornal The Catholic Spirit da Arquidiocese de Minneapolis (Estados Unidos) recolheu o testemunho de um eletricista católico que em apesar de estar desempregado desde julho de 2009 -devido à crise econômica que ainda afeta o país- rejeitou uma suculenta oferta de trabalho na construção de uma clínica abortista da rede Planned Parenthood.

Em meados de fevereiro, Tim Roach -que tem dois filhos pequenos- recebeu uma ligação do sindicato local sobre uma oferta de trabalho. "Não podia chegar em um momento melhor. Os benefícios por desemprego de Tim estão por acabar. Não podia acreditar que estavam oferecendo um trabalho por um prazo de onze meses com um salário anual de 65 000 a 70 000 dólares", afirma o periódico.

Tim pensou que o emprego era perfeito mas logo recebeu a má notícia. Tratava-se de uma posição na construção da nova clínica da Planned Parenthood na avenida University da cidade de St. Paul.
"Ele (o representante do sindicato) não estava realmente seguro de que iam praticar abortos ali. O rapaz evitou o ponto, acredito, para buscar me atrair e que eu dissesse sim. Mas, me disse a mim mesmo: 'Espere um minuto. É uma da Planned Parenthood'", a maior cadeia de clínicas abortistas do mundo.

Tim segue desempregado e sem perspectivas imediatas de emprego. Felizmente, sua esposa Nicole, de 37 anos, tem um trabalho a tempo completo em uma escola primária. Embora Tim tenha rejeitado a oferta com prontidão - a conversação Telefônica durou apenas um minuto - Nicole tomou mais tempo para acatar sua decisão, sobre tudo porque ela dirige o orçamento familiar e se ocupou da tensão financeira do desemprego prolongado de Tim.

"O primeiro que queria fazer era justificar (aceitar o trabalho)", mas logo percebeu que não era "só uma clínica".

"Em todo este processo, nossa fé se aprofundou. Sentimo-nos como se isto fosse uma prova para nossa fé. Escolhemos manter nossa fé", afirma Nicole e assegura estar impressionada pela reação do seu marido.

"Ele tem essa formação moral que o faz reconhecer imediatamente que isto não é o correto", afirma.

A história de Tim chegou por correio eletrônico ao Padre Erik Lundgren, vice-pároco da paróquia Divina Misericórdia, que Tim freqüenta, e a incorporou em uma de suas homilias.

"Pensei que é um exemplo inspirador para todos em nossa paróquia, sobre o zelo que é necessário que nós os católicos tenhamos no debate pró-vida, na luta pró-vida", afirma o sacerdote.

"É inspirador para mim como um sacerdote. Aqui, na Divina Misericórdia, as palavras, 'Jesus, confio em ti' escritas na nossa pia batismal, e é disto que se trata tudo isto", acrescentou.

Conforme afirma The Catholic Spirit, "Tim continua procurando um trabalho. Em última instância, seu objetivo é começar sua própria empresa, mas terá que ganhar e economizar dinheiro para que isto aconteça. Enquanto isso, está disposto a aceitar qualquer trabalho que possa encontrar".

"Nos últimos seis meses, aprendemos a tomar nossos temores e preocupações e entregá-las a Deus," diz Nicole, sua esposa. "Sentimo-nos orgulhosos de ser católicos e orgulhosos de tomar uma posição contra o aborto", acrescentou.

A oração expressa o desejo de Deus que toda pessoa possui, afirma o Papa



O Papa Bento XVI explicou que a oração é a expressão do desejo que possui toda pessoa de Deus, e é ao mesmo tempo um desafio “pois nela o homem toma consciência de si mesmo e de sua situação ante Deus”.

A seguir; uma tradução na íntegra do texto da catequese proferida em italiano:

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje queria seguir refletindo sobre como a oração e o sentido religioso fazem parte do homem ao longo de toda sua história.

Vivemos em uma época em que são evidentes os sinais do secularismo. Deus parece ter desaparecido de vários ou parece haver-se convertido em uma realidade ante a qual se permanece indiferente. Entretanto, vemos ao mesmo tempo, muitos sinais que nos falam de um despertar do sentido religioso, um redescobrimento da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, uma visão material da vida humana.

Olhando a história recente, aprecia-se que fracassou a previsão de quem, desde a época do Iluminismo, antecipou o desaparecimento das religiões e exaltou uma razão absoluta, separada da fé, uma razão que teria feito desaparecer as trevas dos dogmatismos religiosos e dissolvido o ‘mundo do sagrado’ restituindo ao homem sua liberdade, sua dignidade e sua autonomia de Deus.

A experiência do último século, com as duas trágicas Guerras mundiais pôs em crise aquele progresso que a razão autônoma, o homem sem Deus, parecia poder garantir.

O Catecismo da Igreja Católica afirma: "Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência... Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d'Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem" (n 2566).

Podemos dizer –como mostrei na última catequese– que não houve nenhuma grande civilização, desde os tempos mais longínquos até nossos dias, que não tenha sido religiosa.

O ser humano é religioso por natureza, é homo religiosus como é homo sapiens e homo faber: "o desejo de Deus –afirma também o Catecismo– está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus" (n. 27).

A imagem do Criador está impressa em seu ser e sente a necessidade de encontrar uma luz para dar uma resposta às interrogantes sobre o sentido profundo da realidade; uma resposta que não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica.

O homo religiosus não emerge só dos mundos antigos, ele atravessa toda a história da humanidade. Por este motivo, o rico terreno da experiência humana viu surgir variadas formas de religiosidade, no intento de responder ao desejo de plenitude e de felicidade, à necessidade de salvação, à busca de sentido.

Tanto o homem "digital" como o das cavernas, procura na experiência religiosa o caminho para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena. De resto, a vida sem um horizonte transcendente não teria um sentido definido e a felicidade, à que todos tendemos, é projetada espontaneamente para o futuro, em um amanhã que ainda está por cumprir-se.

O Concílio Vaticano II, na declaração Nostra aetate, sublinhou-o sinteticamente: "Os homens esperam das diversas religiões resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações: que é o homem? qual o sentido e a finalidade da vida? que é o pecado? donde provém o sofrimento, e para que serve? qual o caminho para alcançar a felicidade verdadeira? que é a morte, o juízo e a retribuição depois da morte? finalmente, que mistério último e inefável envolve a nossa existência, do qual vimos e para onde vamos" (n.1).

O homem sabe que não pode responder por si mesmo à necessidade fundamental de entender. Inclusive se for iludido e se ilude sendo auto-suficiente, tem a experiência de não bastar-se a si mesmo. Tem necessidade de abrir-se ao outro, a alguma coisa ou alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta, deve sair de si mesmo rumo Àquele que está em capacidade de preencher a amplitude e profundidade de seu desejo.

O homem leva em si uma sede de infinito, uma nostalgia de eternidade, uma busca de beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o dirigem para o Absoluto, o homem leva em si o desejo de Deus. E o homem sabe, de qualquer forma, que pode dirigir-se a Deus, sabe que pode rezar a Ele.

Santo Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos da história, define a oração como a "expressão do desejo que o homem tem de Deus". Esta atração para Deus, que Deus mesmo pôs no homem, é a alma da oração, que se reveste logo depois de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e apesar do pecado de cada orante.

A história do homem conheceu, em efeito, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura para o Outro, tanto assim que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura.

De fato, queridos irmãos e irmãs, como vimos na quarta-feira passada, a oração não está vinculada a um contexto particular, mas está inscrita no coração de toda pessoa e de toda civilização. Naturalmente, quando falamos da oração como experiência do homem assim como tal, do homo orans, é necessário ter presente que esta é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas, é um modo de ser ante Deus antes que o cumprimento de atos de culto ou pronunciar palavras.

A oração tem seu centro e se funda nas raízes do mais profundo da pessoa, por isso não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a maus entendidos e mistificações.

Também neste sentido podemos entender a expressão: rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão para o Invisível, o Inesperado e o Inefável. Por isso, a experiência da oração é para todos um desafio, uma "graça" a ser invocada, um dom daquele a quem nos dirigimos.

Na oração, em toda época da história, o homem se considera a si mesmo e sua situação ante Deus, a partir de Deus e em ordem a Deus, e experimenta ser uma criatura necessitada de ajuda, incapaz de procurar por si mesmo o cumprimento da própria existência e da própria esperança.

O filósofo Ludwig Wittgenstein recordava que "rezar significa sentir que o sentido do mundo está fora do mundo". Na dinâmica desta relação que quem dá sentido à existência, com Deus, a oração tem uma de suas típicas expressões no gesto de ajoelhar-se. É um gesto que leva consigo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a me ajoelhar –condição de indigência e escravidão– mas posso também me ajoelhar espontaneamente, declarando meu limite e assim, o meu ter necessidade de um Outro. Declaro-lhe ser fraco, necessitado, "pecador".

Na experiência da oração a criatura humana expressa toda sua consciência de si, tudo o que consegue captar da própria existência e, ao mesmo tempo, dirige-se toda ela para o Ser ante o qual está, orienta a própria alma àquele Mistério do qual se espera o cumprimento dos desejos mais profundos e a ajuda para superar a indigência da própria vida. Neste olhar um Outro, neste dirigir-se "além de" está a essência da oração, como experiência de uma realidade a superar o sensível e o contingente.

Entretanto somente em Deus que se revela a busca do homem encontra pleno cumprimento. A oração que é abertura e elevação do coração a Deus, converte-se assim em relação pessoal com Ele.

E mesmo se o homem esquecer o seu Criador, o Deus vivo e verdadeiro não deixa de chamá-lo primeiro ao misterioso encontro da oração. Como afirma o Catecismo: "Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. A medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos actos, este drama compromete o coração e manifesta-se ao longo de toda a história da salvação". (N. 2567).

Queridos irmãos e irmãs, aprendamos a passar mais tempo ante Deus, ante Deus que se revelou em Jesus Cristo, aprendamos a reconhecer no silêncio, dentro de nós mesmos, sua voz que nos chama e nos reconduz à profundidade de nossa existência, à fonte da vida e a salvação, para superar o limite de nossa vida e nos abrirmos à medida de Deus, à relação com Ele, que é Infinito Amor. Obrigado".

No fim da Catequese, o Papa fez uma saudação aos grupos de brasileiros presentes na Praça e concedeu a todos a sua benção apostólica.

“Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, particularmente aos fiéis brasileiros vindos das paróquias em Goiânia e Teresópolis, e aos grupos da Família Franciscana e de Schoenstatt. Aprendei a reconhecer no vosso íntimo a voz de Deus que, na oração, chama à profundidade da vossa existência, à fonte da vida e da salvação. Que Ele vos abençoe a vós e as vossas famílias!”.

Cardeal retira licença de teólogo gay oposto à doutrina católica

David Berger


O Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joachim Meisner, decidiu retirar a licença de ensino do teólogo gay David Berger, quem pública e reiteradamente expressou sua oposição à doutrina católica sobre a homossexualidade.

Em um recente comunicado publicado pela Arquidiocese sobre o caso, destaca-se que o Cardeal decidiu retirar a Berger a "missio canonica", quer dizer, a licença para ensinar religião católica em escolas.

O texto indica ademais que o Cardeal se "viu obrigado a dar este passo porque o Dr. Berger, através de suas publicações e pronunciamentos em meios de comunicação estabelece que não está de acordo com a doutrina e as normas morais e jurídicas da Igreja".

Com esta atitude, Berger de 43 anos de idade, "destruiu a essencial confiança para a missão de evangelizar e por isso o Bispo considera que não pode ser digno de crédito quanto à instrução religiosa da Igreja Católica. Por isso, o retiro da licença para ensinar a doutrina da Igreja é inevitável".

O Arcebispo tomou esta decisão apoiado no Código de Direito Canônico e nas demais normas complementares da Igreja.

Sobre David Berger, o jornal francês La Croix recorda que no ano 2010 foi separado pela Academia Pontifícia de Santo Tomás de Aquino devido a um artigo que publicou no jornal alemão Frankfurter Rundschau, no qual "deplorava uma atitude ‘limitada’ da Igreja para com os homossexuais".

Além disso, Berger escreveu o livro titulado Der heilige Schein (A Santa Aparição) "no que critica abertamente a doutrina da Igreja".

O ensinamento da Igreja sobre a Homossexualidade

O ensinamento católico em relação à homossexualidade está resumida em três artigos do Catecismo da Igreja Católica; 2357, 2358 e 2359. Nestes artigos a Igreja ensina que:

Os homossexuais "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta".

A homossexualidade, como tendência é "objetivamente desordenada", que "constitui para a maioria deles (os homossexuais) uma autêntica prova".

Apoiado na Sagrada Escritura "a Tradição declarou sempre que "os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados", "não procedem de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual" e portanto "não podem receber aprovação em nenhum caso".

"As pessoas homossexuais estão chamadas à castidade" e "mediante o apoio de uma amizade desinteressada, da oração e a graça sacramental, podem e devem aproximar-se gradual e resolutamente à perfeição cristã".

Sacerdote que apóia uniões gay na Argentina já tem sentença canônica

Nicolás Alessio, sacerdote suspenso em Córdoba (Argentina) por seu apoio público às uniões gay

O processo aberto contra o Pe. Alessio teve início devido ao reiterado apoio do sacerdote às uniões homossexuais. Em uma manifestação pública organizada pelo movimento gay em meados do ano passado, ele pediu "perdão porque pertenço a uma instituição que não termina de converter-se ao Evangelho de Jesus, a um Jesus que jamais condenou a homossexualidade, que jamais condenou o matrimônio homossexual".

Uma das primeiras medidas que tomou a Arquidiocese foi a suspensão do sacerdote de seu ministério e a retirada da paróquia na qual servia porque não se retratou de suas manifestações a favor do mal chamado "matrimônio homossexual".

Gustavo Loza explicou que antes do processo, o Arcebispo de Córdoba, Dom Carlos José Ñáñez, chamou em até duas oportunidades o sacerdote para que se retratasse de suas afirmações e assim não ter que sancioná-lo ou iniciar o processo canônico que já culminou.

O Prelado chamou o sacerdote "ao diálogo e à reconsideração de suas expressões públicas e de seu apoio em eventos promovidos por organizações gay. Como isso não aconteceu, impôs-lhe uma admoestação com a obrigação da retratação".

Ante a negação de retratar-se uma vez mais abusando da benevolência do Prelado, o Arcebispo não teve mais remédio que solicitar "o início do processo ao Tribunal Arquidiocesano".

"Este pedido foi feito com a intenção de lhe garantir ao sacerdote um processo que seja objetivo, que não seja arbitrário", precisou Loza.

"Terá que ter em conta que o Arcebispo, por sua hierarquia, tem faculdades para tomar medidas diretas e poderia ter imposto uma sanção em forma direta, entretanto decidiu pedir o início do processo para que o sacerdote gozasse das garantias da defesa".

O porta-voz da Arquidiocese disse finalmente que em todo este tempo, o Pe. Alessio "não só não se retratou mas reafirmou sua posição".